quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cora Coralina



Olá, meus queridos leitores do Cantinho da Literatura.
Estamos encerrando o mês de maio; mês de Maria, mês das mães e quero homenagear essa mulher que antes de ser essa encantadora escritora, foi mãe; uma doce e amada mãe.
Cora Coralina; como apresento hoje, num resumo de sua biografia, representando todas as mulheres e mães sonhadoras, que realizam esses sonhos através da determinação e coragem. Mulheres que criam e recriam; mulheres que amam e com sabedoria sabem discernir todas as funções que lhe são atribuídas. Mulheres que sabem transferir os seus sentimentos e pensamentos suprindo as necessidades das leitoras fiéis que se aconselham por meio das suas experiências e realizações.
Resumo de sua biografia:

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889 - 1985) foi uma poeta goiana.
Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha.
Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. "Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo", diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. "Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo." Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
"Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Daí, Senhor, que que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
Cora Coralina
Algumas Frases:
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.

O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.

Fiz a escalada da montanha da vida
removendo pedras e plantando flores.

Todos estamos matriculados na escola da vida
onde o mestre é o tempo.
Cora Carolina








quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cecília Meireles

Olá, meus queridos leitores do "Cantinho da Literatura".
Hoje, com muita alegria, vou falar um pouco da nossa querida e encantadora Cecília Meireles, uma das grandes escritoras e acredito ser uma das mais românticas da literatura brasileira.
Resumo da sua Biografia:

Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Seus poemas encantam os leitores de todas as idades. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro e seu nome completo era Cecília Benevides de Carvalho Meireles.
Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer (morreu antes de seu nascimento). Foi criada pela avó Dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade, Cecília começou a escrever suas primeiras poesias.
Formou-se professora (cursou a Escola Normal) e com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro "Espectro" (vários poemas de caráter simbolista). Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista.
No ano de 1922, Cecília casou-se com o pintor Fernando Correia Dias. Com ele, a escritora teve três filhas.
Sua formação como professora e interesse pela educação levou-a a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, no ano de 1934.
Escreveu várias obras na área de literatura infantil como, por exemplo, "O cavalinho branco", "Colar de Carolina", "Sonhos de menina", O menino azul", entre outros. Estes poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características de sua poesia).
O marido suicidou-se em 1936, após vários anos de sofrimento por depressão. O novo casamento de Cecília aconteceu somente em 1940, quando conheceu o engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira.
No ano de 1939, Cecília publicou o livro Viagem. A beleza das poesias trouxe-lhe um grande reconhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área de literatura. Com este livro, ganhou o prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
Cecília faleceu em sua cidade natal no dia 9 de novembro de 1964.
Não tem como citar todas as suas obras, pois foram muitas, mas ela publicou livros até o ano de seu falecimento, em 1964, que foram: "Ou Isto ou Aquilo" e "Escolha o Seu Sonho.
Também não tem como postar todos os seus poemas, claro, mas escolhi um bem especial para vocês, e também algumas frases, prometendo que de vez em quando, teremos no nosso encontro de quinta-feira, alguns dos poemas e frases da nossa inesquecível escritora Cecília Meireles.
Abraços da amiga Janete
Nem tudo é fácil
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como se é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida... Mas, com certeza, nada é impossível.
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!
Cecília Meireles

"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semi-ventos, meias verdades e muita insensatez.
Não vou deixar a porta entre aberta. Vou escancará-la ou fechá-la de vez. Porque pelos vãos, brechas e fendas... passam semi-ventos, meias verdades e muita insensatez."
"Penso que sendo o céu redondo, um dia nos encontraremos..."
Cecília Meireles




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Marcus Faustini

Olá, meus queridos leitores do Cantinho da Literatura.
Hoje quero apresentar a vocês, um magnífico escritor, que vem inovando a literatura brasileira com as suas experiências, ideias e projetos sobre a periferia, especialmente da cidade do Rio de Janeiro.
Destacando o "Guia Afetivo da Periferia". Fiquei curiosa e ao mesmo tempo orgulhosa e muito feliz com essa iniciativa, assistindo ao programa "Esquenta", com a apresentadora Regina Casé; esse programa de domingo que é muito cultural, principalmente pela "mistura" de classes sociais, debatendo sobre os preconceitos mostrando dentro dessa realidade que entre todas as diferenças, somos todos iguais.
Nesse programa, os convidados oferecem livros para a biblioteca do "Esquenta" e tenho conhecido muitos escritores brasileiros.
Sobre Marcus Faustini, está sendo difícil falar sobre esse jovem escritor. Ele é diretor teatral, produtor cultural, documentarista e escritor que destaca-se na cena teatral desde 1998. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1971. É autor do Guia Afetivo da Periferia (2009) e co-autor de O novo carioca (2012), com Jaílson de Souza e Silva e Jorge Luiz Barbosa. Em 2011, criou a metodologia da Agência de Redes para a Juventude, para transformar ideias jovens das favelas cariocas em projetos para impactar suas comunidades, aumentando suas redes e repertórios.
Marcus Faustini foi vencedor do prêmio Faz Diferença 2012, promovido pelo jornal O Globo, na categoria "Revista O Globo". Dentre tantas iniciativas culturais que Faustini agita no Rio de Janeiro, uma delas foi a idealização do Festival Home Theatre, por ter levado o teatro para dentro das casas das pessoas.
A ação une a vivência no território e a dramaturgia na busca por um processo criativo participativo, onde o morador está incluído desde o início de sua criação até a apresentação do resultado - que contou com histórias de moradores levadas para cena. O Home Theatre aponta para ampliação dos suportes criativos, onde o processo é o centro da obra e não mais o tema. Nesse processo o público é convocado a ser um agente criador, e não apenas aquele que contempla uma obra.
Não preciso falar mais sobre esse escritor, criativo, inovador e consciente da necessidade de mostrar a realidade dessas periferias de uma forma tão correta e generosa.
Fica a minha sugestão em forma de homenagem a esse que eu chamo de escritor cidadão. 
Em seu "Guia afetivo da periferia", o autor andarilho constrói a narrativa através de afetos com o universo ao redor.
 (Foto de Tomás Rangel)
"O Guia afetivo da periferia (Aeroplano, 2009), de Marcus Vinicius Faustini, é um romance protagonizado por um autor andarilho, que constrói a narrativa através de afetos com o universo ao redor, a cidade. Neste caso, é o Rio de Janeiro da periferia. Um álbum de suas memórias, com  retratos de vivências nas ruas, de Santa Cruz a Ipanema.
"Quando estou na cidade prefiro buscar a ficção para reinventar a realidade. Digo isso baseado em João do Rio e Joaquim Manoel de Macedo, essa é uma cidade onde a literatura se debruçou sobre suas ruas, sobre os encontros. Esse episódio é meu! Eu quero o espólio desses escritores, não vou deixar por aí solto."


"O novo carioca - O livro reúne 19 artigos escritos nos últimos 10 anos por três intelectuais nascidos e criados na periferia do Rio de Janeiro: Jailson de Souza e Silva, Jorge Luiz Barbosa e Marcus Vinícius Faustini. Os textos refletem sobre um novo modo de ser e estar no Rio de Janeiro, "o novo carioca", um sujeito com mobilidade para circular nos diversos territórios, produzir experiências que envolvam atores de diversos lugares, valorizar e legitimar as diferenças, o direito à autenticidade e a importância de defender a igualdade da dignidade humana."
Esse livro está disponível em E-BOOK


Frases de Marcus Faustini:
"Aqui se pensa o território como cultura."

"Trabalhamos o jovem como criador, e não como um atendido. Só vamos nos tornar uma sociedade instigante culturalmente se misturarmos a cidade. Precisamos de criadores de origem popular."

"Esse livro é uma voz de articulações, sensações, da rua, da vida nas cidades. É uma voz, uma tentativa de construir uma, que se relaciona com o leitor. Gosto de trabalhar com elementos externos para poder criar.
Como tem a tentativa de uma profundidade dessa voz, dessa percepção interior, eu sabia que, desde o primeiro momento, que eu tinha que ter um método de escrever que me trouxesse questões exteriores."











domingo, 12 de maio de 2013

Mãe, um presente de Deus

Olá, meus queridos amigos.
Uma mensagem especial do Padre Marcelo Rossi para esse dia especial .
 
Amados!!!
Para completar o homem
Deus fez a mulher
Mas para participar do milagre da vida
Deus a fez mãe
Para liderar uma casa
Deus fez a mulher
Mas para edificar um lar
Deus a fez mãe
Para estudar, trabalhar e competir
Deus a fez mulher
Mas para guiar a criança insegura
Deus a fez mãe
Para os desafios da sociedade
Deus a fez mulher
Mas para o amor, a ternura e o carinho
Deus a fez mãe
Para fazer qualquer trabalho
Deus a fez mulher
Mas para embalar um berço e construir um caráter
Deus a fez mãe
Para ser princesa
Deus a fez mulher
Para ser rainha
Deus a fez mãe.
Mamãe, você é o mais lindo presente de Deus.
 
FELIZ DIA DA MÃES!
Abraços da amiga Janete
 
Momento certo = Kairós = Tempo de Deus!!!










sexta-feira, 10 de maio de 2013

Homenagem às mães




Bom dia, meus queridos amigos.
Domingo é um dia mais que especial. É o dia das mães; é o nosso dia que também somos mães e sabemos bem definir a importância dessa dádiva de Deus, que nos permitiu gerar uma, duas, ou mais vidas.
Nesse dia, sabemos que todas as homenagens são merecidas, pelo amor que instantaneamente brota em nossos corações, a partir do momento em que recebemos a notícia de uma gravidez. Quanta emoção! Quanta expectativa! Quantos sonhos! Sabemos também que a realidade é muito dura para se criar um filho; para se criar filhos, mas sabemos que o nosso amor de mãe é incondicional e aprendemos muito com as nossas mães que nos presentearam com as lições de amor, caráter e a certeza de que a capacidade de cuidar, de se responsabilizar, nasce e cresce com a luta do dia a dia, com os sacrifícios e a vontade de vencer e a expectativa de um futuro melhor, na ansiedade de chegar o dia de poder dizer: todos os meus sacrifícios não foram em vão.
Eu escolhi dois poemas que retratam e definem muito bem o perfil  de muitas mães, inclusive da minha mãe e com certeza de todas as mães que abraçaram essa missão.
Deixo os meus sinceros parabéns para as mães, dizendo que todas as suas qualidades estão na graça e nas bênçãos de Deus, pelo simples fato de sermos mães.


A elegância da minha querida mãe, com 93 anos de idade.
 Essa é a minha mãe. Exemplo de força, coragem, amor e fé.
Por trás desse sorriso, existe uma mulher que sempre lutou pela vida, pelos filhos e que hoje luta com a sua saúde que está se fragilizando, mas não esconde a alegria de viver.
Em nome de todos os seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos e de todos que contribuíram para o crescimento da nossa família, agradeço por tudo que fez por todos nós e que com a sua presença, continua fazendo: continua demonstrando forças, ensinando a todos com esse exemplo de amor e coragem; esperança e muita fé.
Obrigada, minha querida e amada mãe.

POEMAS PARA AS MÃES

As mãos de minha Mãe
Autora: Norma Penido

Ainda me lembro com ternura
Das incansáveis mãos de minha mãe
Eram ágeis, eficientes, e confortantes
As benditas mãos que a todo instante
Estavam estendidas para mim...
Eram valorosas como duas guerreiras
Eram duas inseparáveis companheiras
Sempre lutando para o melhor servir
E nas horas de amarguras, nas noites escuras
Qual bússola mostravam o caminho a seguir
Mãos, que só se levantavam para o bem
Para ajudar, abençoar e acolher alguém
Mãos, que muitas vezes vi calejadas
Como as de Cristo que na cruz pregadas
Pelo grande amor que sentiu por mim...
Mãos, que hoje se movem lentamente
Ficaram frágeis, trêmulas e dependentes
O tempo passou, e agora desgastadas
Como irmãs gêmeas, estão sempre entrelaçadas
Parecem inúteis, mas têm inestimável valor
Pois falam de uma vida, de renúncias e de amor
As mãos de minha mãe... Benditas entre tantas!
Oh! Que mãos tão maravilhosas e santas!
Mãos que afago entre as minhas com carinho
Fazendo delas o meu mais seguro ninho
Na difícil hora da minha aflição...

Mãe
Autor: Edson Márcio dos Santos

Quando olho para trás e vejo que o tempo passou,
Agradeço a Deus a mãe que me presenteou.
Com ela, momentos de luta, peleja e sofridão.
Fizeram de mim um verdadeiro cristão.
Vejo as mãos de Deus nos momentos sombrios,
Momentos de calor e frio,
Ajudando uma pobre mãe a cuidar de seu filho,
Sem fazer qualquer distinção.
Olho para trás e vejo a caminhada longa percorrida,
Me fazendo lembrar dos pratos quase vazios, 
No momento do almoço e jantar,
Só não lembro de lágrimas derramadas, desesperadas...
Mãe de fé, mãe de luta, mãe coragem,
É o exemplo que tenho de minha mãe,
Vencendo barreiras e ultrapassando limites
Acreditem! Essa é minha mãe!
Sei o quanto foi difícil me educar,
Tendo ainda que cuidar do lar.
Responsabilidade de mulher, todos sabem como é...
Aprendi uma grande lição,
Desta mãe de grande coração.
A vida tem suas dificuldades, mas quando se é mãe,
A força brota como uma nascente,
Pelo filho que Deus deu como presente.

FELIZ DIA DAS MÃES!!!
Abraços da amiga Janete








quinta-feira, 9 de maio de 2013

Clarice Lispector

Olá, meus queridos amigos.
Para essa semana, o nosso Cantinho da Literatura oferece um texto muito especial para vocês, dando sequência à postagem da maravilhosa escritora e jornalista Clarice Lispector.
MUDANÇA

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
Texto de Clarice Lispector.






domingo, 5 de maio de 2013

Bolo de abobrinha

Olá, meus queridos amigos.
Essa receita muito simples, mas saborosa é uma ótima opção para um lanche mais saudável.
Assim como bolo de laranja, cenoura; beterraba e outros mais. Hoje fiz o bolo de abobrinha, que assistindo ao 1ª Edição, fiquei interessada e resolvi testar. Fiz, gostei e como sempre, estou passando  para vocês. 
Bolo de abobrinha
INGREDIENTES
02 xícaras de chá de abobrinha italiana picada
03 ovos
02 xícaras de chá de açúcar
01 xícara de chá de óleo
03 xícaras de chá de farinha de trigo
01 colher de sopa de canela em pó
01 colher de sopa de essência de baunilha
02 colheres de sopa de fermento em pó.
MODO DE PREPARO
Bata no liquidificador a abobrinha, os ovos, o açúcar, o óleo e a baunilha
Em uma tigela misture a farinha de trigo, a canela e o fermento
Acrescente a massa mexendo delicadamente
Coloque em assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio, pré-aquecido até dourar.
OBS.: Pode usar farinha de trigo com fermento.
Pode usar qualquer abobrinha, desde que seja a tradicional "abobrinha verde"
Até a próxima receita.
Abraços da amiga Janete
"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
Cecília Meireles





sábado, 4 de maio de 2013

Blusa vermelha com ponto diferenciado

Olá meus queridos amigos. 
Acabei de fazer essa linda blusa, feita em crochê, com linha Cléa; embora a produção esteja lenta, em breve apresentarei mais alguns trabalhos, já em andamento.
Abraços da amiga Janete


 Blusa em decote V, tamanho M - R$ 70,00 (VENDIDA)
"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença."
Luis Fernando Veríssimo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Clarice Lispector


Olá, meus queridos amigos.
Hoje é a vez de falar sobre a encantadora e misteriosa, Clarice Lispector, mas a sua biografia é muito extensa e vou apresentar a sua origem, acompanhada de algumas frases e poesias. Sei que vai despertar a curiosidade para uma pesquisa mais profunda a quem se interessar por essa escritora de muitas fases; de altos e baixos, mas com altíssimo conceito e reconhecimento pelas suas obras e o seu jeito de encarar a vida.
Clarice Lispector, nascida Haia Pinkhasovna Lispector foi uma escritora e jornalista, nasceu na Ucrânia e foi naturalizada brasileira. Quanto ao Estado pertencente, Clarice de declarava pernambucana.
Nascimento: 10 de dezembro de 1920, Chechelnyk
Falecimento: 09 de dezembro de 1977, Rio de Janeiro
Filiação: Mania Krimgold Lispector, Pinkhas Lispector
Irmãs: Elisa Lispector, Tanya Lispector
Obras:
A Hora da Estrela
Perto do Coração Selvagem
Laços de Família
A Paixão segundo G.H.

"Ao mesmo tempo que ousava revelar-se em seus escritos, Clarice Lispector admitia ser um mistério até para si mesma."
Clarice Lispector
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Frases de Clarice Lispector:
Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.
Sou tão misteriosa que não me entendo. Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.
Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania; depende de quando e como você me vê passar.
Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou o quê? Um quase tudo.
Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.
Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.
Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
Clarice Lispector

A única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...
Clarice Lispector

Meu Deus, me dê a coragem
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em Teus braços meu pecado de pensar.
Clarice Lispector

Espero que tenham gostado dessa "amostra grátis" da grande e misteriosa escritora e jornalista Clarice Lispector. Eu, particularmente, consegui me identificar com o seu jeito de pensar sobre a vida. Mistério ou coincidência, eu não sei explicar.... Só sei que fiquei fã de Clarice Lispector.
Continua na próxima semana.
Abraços da amiga Janete






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