segunda-feira, 26 de junho de 2017

COLOCAR O AMOR EM PRIMEIRO LUGAR

Olá, meus queridos amigos.
Vocês já devem ter percebido que sempre toco na mesma "tecla" falando sobre o amor, para que possamos refletir, principalmente sobre o amor ao próximo, e hoje, vamos começar a semana com mais um texto de Apolônio Carvalho, e um resumo do Evangelho segundo Mateus, do livro "Viver a Palavra".

"antes de tudo a mútua e contínua caridade."
Essa é a norma das normas, o pré-requisito antes de qualquer outra regra para os membros do Movimento dos Focolares.
Isso significa que antes de qualquer atividade, antes de qualquer decisão a ser tomada, deve existir o amor entre nós, caso contrário estaremos fora de nossa regra.
Acho que isso vale também para todos. Em família, entre amigos ou mesmo no ambiente de trabalho.
Se colocarmos o amor em primeiro lugar, tudo se resolve do melhor modo.
Esse é um princípio evangélico, mas é encontrado também em outras religiões.
O amor está em nosso DNA e coloca-lo em prática nos faz viver o nosso desígnio originário como seres humanos, isto é, pessoas completamente realizadas.
 
Movimento religioso fundado por Chiara Lubich
Abraços,
Apolônio Carvalho Nascimento
 
"Ouvistes que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Ora, eu vos digo: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem! Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, pois ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os publicanos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito."
Mt 5,43-48
 
"Deus não escolhe a quem amar; simplesmente, ama! Essa é a grande lição de hoje para nossas vidas. A prática do amor indistinto, missão primordial dos discípulos de Jesus, nunca foi fácil de colocar em prática. Porém, o Senhor Jesus nunca proporia algo de que o ser humano não fosse capaz de viver no cotidiano. Se o Senhor nos manda amar o inimigo, significa que somos capazes de fazê-lo. E por que não o fazemos? É porque somos humanos, demasiado humanos? Ora, ser humano é o que nos possibilita amar, afinal a vocação de ser pessoa é o convite a amar. Que a busca da perfeição seja nossa meta, sempre! Mesmo com a consciência dos nossos limites e da nossa fragilidade.
Proposta do dia:
Iniciar um processo de paz com um desafeto.
Louva o Senhor, minh'alma (Sl 146[145])
 
Lendo esses textos e esse Evangelho maravilhoso de São Mateus, já é uma renovação para nossa alma, e falar do amor verdadeiro e consciente, é uma motivação para grandes mudanças em nossas vidas; Por que não?
Vamos refletir e começar bem essa semana olhando para o próximo, para quem encontrarmos nas ruas como se fossem velhos conhecidos?
"...Quero olhar hoje o mundo com os olhos cheios de amor
Ver além das aparências teus filhos, como tu mesmo os vê,
e assim não ver somente o bem em cada um..."
Uma ótima semana para todos, com amor e carinho da amiga Janete
 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

5 ANOS JANETENAWEB - RETROSPECTIVA

 
 Olá, meus queridos amigos.
Chegou setembro! Chegou o mês das flores, da alegria e de muitas cores, e chegou o mês do nosso aniversário.
Viva! Estamos completando 5 anos do nosso blog da amizade. É isso mesmo: nosso blog; afinal, janetenaweb não é meu, mas de todos vocês, meus queridos amigos seguidores, leitores e/ou curiosos que de vez em quando dão uma "espiadinha" para conhecer ou pesquisar alguma coisa, por exemplo, o "Cantinho da Literatura" - uma ótima opção para pesquisas, pois são muitas homenagens, resumos de biografias e obras dos geniais escritores brasileiros nesse espaço preparado com muito carinho para vocês.
 
Para comemorar o nosso quinto aniversário, teremos uma nova categoria: "Português passo a passo", com muitas dicas para vocês, com os principais casos de concordância nominal e verbal e ensinamentos sobre crase, baseados nos livros do professor Pasquale Cipro Neto. Tenho certeza que vai ser muito legal e vamos curtir juntos; afinal, podemos dizer que "janetenaweb também é cultura" e essas dicas são válidas para todos e se tem uma coisinha que deixa um grande embaraço é a dúvida dos empregos de concordância; e a reforma ortográfica então? Nem todos se acostumaram com ela.
Espero que aprovem essa ideia, e curtam todas as terças-feiras, ou nas oportunidades de oferecer essas dicas legais para vocês, esse presente de aniversário.
Bem, o objetivo desse "bate-papo" é para mais uma vez, agradecer o prestígio de todos que acompanham esse blog e dizer que continuo com o mesmo cuidado de postar coisas que possam beneficiar de alguma forma, em alguns campos; sei que um dos mais preferidos é o "Cantinho da Culinária", assim como o "Começando bem a Semana", com lindas mensagens de apoio espiritual, que ajudam na reflexão da vida e de como podemos melhorar o nosso jeito de pensar e de viver e, claro, não posso deixar de citar os meus links de "Crochê e Tricô" em diversas versões e este ano estou mais focada nos sapatinhos para bebês, onde estou aprimorando, buscando modelinhos diferentes e confesso estar encantada com esse projeto.
 
É claro que não tem como falar de tudo que o blog oferece, afinal, são 30 categorias, mais o que será lançado em breve, como falei anteriormente, sobre a língua portuguesa.
 
Desejo de coração que continuem prestigiando, pois é uma "injeção! de ânimo para que eu também possa continuar sempre pensando em vocês, em cada postagem de cada link, de cada categoria.
 
Estamos todos de parabéns e que Deus nos abençoe para que possamos, quem sabe um dia, comemorarmos juntas mais 5 anos do nosso querido blog da amizade.
 

 Abraços com muito carinho e gratidão da amiga Janete.

Para você que não acompanhou a trajetória do nosso blog da amizade, visite "ANIVERSÁRIOS DO BLOG"
Infelizmente, perdi a postagem do segundo aniversário de janetenaweb, que pena, estava muito legal, mas dá para acompanhar até o sexto aniversário, que foi em 2016.
Abraços da miga Janete.

terça-feira, 20 de junho de 2017

História da Moqueca Capixaba


Olá meus queridos amigos.
Depois das lindas matérias sobre a Panela de barro e as Paneleiras de Goiabeiras, chegou a vez de conhecer algumas curiosidades sobre a famosa Moqueca Capixaba, e no final, mais uma receita para vocês.
 
MOQUECA CAPIXABA - O PRATO TÍPICO CAPIXABA! CONHEÇA A HISTÓRIA E SAIBA COMO PREPARAR!
A Moqueca Capixaba - Símbolo maior da Culinária Capixaba.
O nome "moqueca" designa um estilo de preparar o alimento que consiste no cozimento sem água, apenas com os vegetais e frutos do mar e, ao contrário da moqueca baiana, a capixaba não recebe azeite-de-dendê e nem leite de coco.

Se tem uma coisa que representa bem os capixabas, é a Moqueca Capixaba!
Quem é que não pensa em capixaba e já não lembra logo da famosa e tradicional moqueca?
Conheça mais sobre esse tesouro da culinária capixaba.
 
A história da Moqueca Capixaba.
A moqueca tem origem indígena e era preparada em panela de barro e urucum, com o passar dos anos, foi sofrendo algumas transformações: espanhóis e portugueses acrescentaram alho, cebola e coentro e os negros trouxeram o azeite de dendê.
 
Moqueca vem de uma expressão indígena - Moquém - que significa grelha de varas para assar o peixe em folhas de bananeiras, como faziam os indígenas.
No Espírito Santo, os índios preparavam a Moqueca com temperos nativos: Tomates Maduros, Tinta de urucum, limão, cebola, coentro e pimenta.
Hoje a moqueca capixaba é preparada também com azeite doce e na Panela de barro assim aderindo quatro características fundamentais: cor, sabor, perfume e consistência.
 
Curiosidades sobre a moqueca
Diz a lenda que três baianos viajavam para o Rio de Janeiro quando resolveram parar no meio do caminho para comer.
Pescaram peixes e cozinharam com os ingredientes que acharam. Não dava para fazer uma moqueca, pois não havia leite de coco e azeite-de-dendê.
Os nativos experimentaram a iguaria e ficaram encantados.
O cozinheiro disse: "Isso porque vocês ainda não comeram uma moqueca!"
 
Diferenças entre a moqueca baiana e a capixaba:
A versão capixaba da moqueca, além do peixe, só é permitido tomate, cebola, coentro, azeite de oliva e urucum (colorau).
Mais condimentada, a baiana vai além. Não há urucum, mas, sim, a presença de azeite-de-dendê e leite de coco.
"No Espírito Santo, usa-se mais o badejo ou dourado. Também preferem o urucum, que além de proporcionar cor ao prato, tem a função de tirar a acidez do tomate".
A moqueca capixaba é mais saudável, por ser mais leve. Já a baiana tem um sabor peculiar, um tempero mais carregado.
 
Dia da Moqueca Capixaba.
Foi criada uma Lei municipal 8.213/2012, que institui o Dia da Moqueca no município de Vitória em 30 de setembro. Com isso, a data passa a integrar o calendário oficial da cidade.
 
Moqueca - Paixão do Espírito Santo:
"Moqueca, só capixaba; O resto é peixada."
A frase acima, foi criada nos anos 70 pelo jornalista José Carlos Monjardim, após uma viagem do jornalista à Bahia que entre uma reunião e outra, saboreou pratos da culinária local. Ao provar a moqueca baiana, Cacau estranhou o sabor e alegou que o prato era muito pesado.

Receita da Moqueca Capixaba:
Rendimento: prato para 6 pessoas.
Ingredientes:
1,5kg de peixe fresco (robalo, badejo, papa-terra, ou namorado)
3 maços de coentro
3 maços de cebolinha verde
2 cebolas brancas (pequenas)
3 dentes de alho
4 tomates
3 limões
azeite de oliva
sementes de urucum
pimenta malagueta
óleo de soja ou algodão
Sal fino.

Modo de fazer
Limpe bem o peixe, corte-o em postas de 5 cm de largura, lave-o com limão e deixe-o em uma vasilha com água de sal fraca. Separe a cabeça para preparo do pirão.
Soque juntos o alho e o sal.
Em uma panela de barro (grande), coloque um pouco de óleo de soja ou de algodão (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher) e adicione a massa obtida no socador, passando-a no fundo do recipiente.
Retire as postas de peixe da vasilha com água e sal. Vire as postas de um lado para outro na panela, arrumando de modo que não fiquem umas por cima das outras.
Corte o coentro, os tomates e as cebolas e os coloquem, nesta ordem, por cima das postas de peixe que estão na panela. Regue com azeite e suco de limão.
À parte, frite, em um pouco de óleo quente, uma colher (sopa) de sementes de urucum. Depois de fritas, retire-as. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco desse óleo por cima do peixe para dar cor. Quando começar a abrir a fervura, verifique o sal. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela bem tampada.
Verifique o paladar do sal e do limão. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos. Balance de vez em quando a panela com o auxílio de pano grosso para que as postas de peixe não agarrem no fundo. Quando for à mesa, salpique coentro picadinho.
Como complementos da moqueca capixaba são indispensáveis o arroz branco e o molho.

Pirão
Use os mesmos temperos da moqueca, reduzindo-os à metade.
Aproveite a cabeça do peixe ou uma das postas, previamente separada para esse fim. Proceda da mesma forma, desta vez adicionando três a quatro copos de água ao peixe.
Quando estiver cozido, escorra e o desfie. Junte o peixe ao caldo novamente, deixe ferver e, quando estiver no ponto máximo de fervura, vá jogando a farinha de mandioca lentamente para não embolar, mexendo aos poucos com um garfo. Pronto o pirão, corte o coentro e o espalhe por cima antes de servir.

Molho
Amasse seis pimentas malaguetas no suco de dois limões e três colheres de vinagre de boa categoria.
Corte uma cebola em fatias bem finas, fazendo o mesmo com o coentro e as cebolinhas. Misture tudo à medida que for regando com o azeite. Se o molho ficar muito picante, coloque um pouco de água.
Fontes de Pesquisa:
Site da Prefeitura de Vitória/Rotas Capixabas/Guia e Turismo.

Agora que já sabem da origem da Moqueca Capixaba, em breve voltarei com mais uma curiosidade para vocês, também sobre a Culinária do Espírito Santo.
Abraços da amiga Janete


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Endereço da felicidade

Olá meus queridos amigos.
Para começarmos bem essa semana, um pensamento sábio e reflexivo sobre a verdadeira felicidade, escrito pelo meu querido cunhado e Pastor Luiz Martins.


 
 
"Procurei pelas ruas da vida o endereço da felicidade; busquei com ansiedade em cada cantinho que passei.
Mas, ainda bem que descobri que a felicidade plena não mora nesse mundo, é um local cujo mapa está na Bíblia, revelado pelo Eterno Deus.
"Eu sou o caminho", disse Jesus.
Cessou a procura, encontrei o caminho, não nos prazeres que o mundo oferece, mas seguindo seus passos e vislumbrando a eterna morada preparada para os que O seguem.
Ninguém alcança a perfeição no mundo, só seguimos o guia, amparado pelas suas palavras; não pisamos em flores, tropeçamos nas pedras que estão no estreito caminho do mundo, mas andamos ao lado dos canteiros sentindo o perfume da felicidade que se desprende do Eterno Deus, que um dia encontraremos, amparados pelas mãos daquele que pagou o preço de nossa liberdade eterna."
"Se você guarda raiva e mágoas, está numa distância abissal de se intitular cristão. Repense sua vida para seu bem!"
Pr Luiz Martins

 
De fato, a verdadeira felicidade começa com a fé do homem de boa vontade, do homem que verdadeiramente crê no nosso Deus, e que não precisa mais que isso para caminhar com segurança, com a cabeça erguida e saber que somente nas mãos de Jesus nos sentimos realmente amparados, confiantes e felizes, mesmo com os tropeços, com as pedras no caminho que tanto nos fazem sofrer ...
Sabemos que nessa certeza poderemos seguir por esse mundo de tribulações com mais esperança e que Ele está no comando, nos preparando para as surpresas da vida e nos fortalecendo a cada dia no amor e na fé.
Vamos refletir?
Uma ótima semana para vocês.
Abraços da amiga Janete


 
 

domingo, 18 de junho de 2017

Calcinhas de crochê

 
 Feita com linha Cléa, nas cores branco e rosa
para bebê de 12 a 18 meses - R$ 30,00 (Vendida)



 
  
 
Com linha Cléa na cor laranja e acabamento branco, e aplicação borboleta de crochê na parte de traz da calcinha .
Tamanho 2 anos - R$ 35,00 (Vendida)
 




quinta-feira, 15 de junho de 2017

Corpo e Sangue de Cristo - Jo 6,51-58


Olá, meu queridos amigos.
Como sabemos, hoje é um dia santo; o dia em que se celebra o Corpus Christi e a mensagem de hoje, para comemoração desse dia, o resumo do Evangelho Comentado, vivendo a Palavra e algumas frases e símbolos para esse dia do Corpo e Sangue de Cristo.
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo. [...] Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim. [...] Quem se alimenta com este pão viverá para sempre."

"A Eucaristia é o alimento que fortalece a vida da Igreja. Por isso, a Eucaristia é o alimento da vida cristã. Impossível pensar uma vida de comunhão e de intimidade com o Senhor que não tenha "o pão vivo descido do céu". É claro que a Igreja tem suas normas disciplinares para que o fiel receba o Corpo e Sangue de Cristo, mas isso não pode ser uma barreira. Primeiro, averiguar sua situação de vida perante o sacramento. Depois, esforçar-se por regularizar a vida para poder se aproximar dignamente desse alimento salutar. Mas, se a condição pessoal não possibilitar esse acesso, resta-nos acolher o que determina a Igreja e continuar firmes, alimentando-nos do pão da Palavra."
"Glorifica o Senhor, Jerusalém (Sl 147B[147 ])
 
         


Jesus
Beato João Paulo II
Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha.
                        

 


A Eucaristia é o nosso tesouro mais precioso. Ela é o sacramento por excelência; introduz-nos antecipadamente na vida eterna; contém em si todo o mistério da nossa salvação


                       Papa Francisco

 
 




















quarta-feira, 14 de junho de 2017

Blusa Ana Maria Braga





 Linda blusa em crochê, feita com linha Charme azul -
tamanho P/M R$ 130,00
Estamos na semana dos namorados.
Inspire-se:
 

O problema é que eu te amo. Não tenho dúvidas que com você daria certo.
Nando Reis
 
O amor não se vê com os olhos mas com o coração.
William Shakespeare
 
 


terça-feira, 13 de junho de 2017

Panela de Barro - Parte II

Olá, meus queridos amigos.
Como vocês viram na semana passada, voltei com mais uma série de "Curiosidades", e dessa vez falando sobre a "Panela de Barro" e as "Paneleiras de Goiabeiras"; e como escolhi umas matérias bem interessantes, achei melhor que soubessem um pouco mais sobre o assunto e por isso a necessidade de dividir em duas partes.
Vocês vão saber um pouco mais sobre a história da panela de barro, desde a retirada da argila, o ofício de cada paneleira, e como se faz uma Moqueca Capixaba, com a deliciosa receita da D. Lucilina.
 
CONHEÇA UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DAS PANELEIRAS DE GOIABEIRAS!
Tudo começa com a reteirada da argila do Vale de Mulembá, distante 20 minutos de barco do galpão. Essa tarefa cabe aos homens da região, geralmente maridos e filhos das paneleiras. Lucilina informa que são retiradas "mil bolas" de barro por mês do vale. Cada bola é formada por cinco quilos de argila. Com uma bola são feitas duas panelas e suas tampas.
 
 Quando chega ao galpão, o barro passa por um processo de limpeza no qual são retirados as pedras e os restos vegetais. Em seguida, o material é pisoteado até que se transforme em uma massa uniforme, macia e maleável. A partir daí, começa o trabalho das mulheres. Lucilina conta que uma panela pode ser feita em até cinco minutos. Mas, depois de moldado, o utensílio é colocado ao ar livre para secar. Depois, é alisado com um seixo rolado para retirar os grãos de areia mais grossos. Nesse ponto, as paneleiras reúnem sua produção e queimam suas panelas em fogueiras. No final da queima, as peças, ainda quentes, recebem um tratamento de superfície com tanino retirado da casca das árvores do mangue onde fica o galpão, dando a coloração específica das peças. Esse processo pode levar de dois a três dias. A panela mais barata, a pimenteira, custa R$ 2 e a mais cara, que faz moqueca para dez pessoas,
R$ 50.
Ao sair com sua panela do galpão, o comprador é informado que é preciso fazer outra queima antes de utilizá-la na cozinha. Para isso, deve-se colocar dentro da panela duas colheres de óleo de cozinha, de preferência óleo de oliva, levando-a em contato com o fogo. O óleo queimará e, quando a fumaça começar a ficar preta, o fogo deve ser apagado.
Tudo isso para que os materiais usados na confecção das panelas não interfiram no sabor da comida.

Selo de qualidade

As panelas compradas no galpão têm um selo que atestam a sua origem artesanal. Foi essa a forma que as mulheres encontraram para diferenciar seus utensílios dos industrializados. Segundo Lucilina, as panelas industriais são feitas de barro misturado com cimento e são queimadas em fornos feitos de pneus. "As nossas panelas são as originais, não vieram do Paraguai", brinca.

Ela não teve filhas, mas três filhos. Isso, porém, não a impediu de passar seus conhecimentos para uma nova geração. É para a nora Rosângela que Lucilina está ensinando tudo o que sabe e diz que ela já está "fazendo direitinho" as panelas.

 
A panela de barro é uma tradição milenar no Espírito Santo.
 
A cerâmica em argila queimada era fabricada pelos índios ainda antes da colonização portuguesa, esta tradição se mantém viva graças às Paneleiras de Goiabeiras-ES, que, há várias gerações, continuam fabricando artesanalmente as autênticas panelas de barro.
 
As Paneleiras de Goiabeiras assim chamadas por ser a maioria das artesãs mulheres, residem no bairro de Goiabeiras, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.
 
Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
 
O saber envolvido na fabricação artesanal de panelas de barro foi o primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial no Livro de Registro dos Saberes, em 2002. O processo de produção no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória, no Espírito Santo, emprega técnicas tradicionais e matérias-primas provenientes do meio natural. A atividade, eminentemente feminina, é tradicionalmente repassada pelas artesãs paneleiras, às suas filhas, netas, sobrinhas e vizinhas, no convívio doméstico e comunitário.
 
Apesar da urbanização e do adensamento populacional que envolveu o bairro de Goiabeiras, fazer panelas de barro continua sendo um ofício familiar, doméstico e profundamente enraizado no cotidiano e no modo de ser da comunidade de Goiabeiras Velha. É o meio de vida de mais de 120 famílias nucleares, muitas das quais aparentadas entre si. Envolve um número crescente de executantes, atraídos pela demanda do produto, promovido pela indústria turística como elemento essencial do "prato típico capixaba".
 
As panelas continuam sendo modeladas manualmente, com argila sempre da mesma procedência e com o auxílio de ferramentas rudimentares. Depois de secas ao sol, são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino, quando ainda quentes. Sua simetria, a qualidade de seu acabamento e sua eficiência como artefato devem-se às peculiaridades do barro utilizado e ao conhecimento técnico e habilidade das paneleiras, praticantes desse saber há várias gerações. A técnica cerâmica utilizada é reconhecida por estudos arqueológicos como legado cultural Tupi-guarani e Una2, com maior número de elementos identificados com os desse último. O saber foi apropriado dos índios por colonos e descendentes de escravos africanos que vieram a ocupar a margem do manguezal, território historicamente identificado como um local onde se produziam panelas de barro.
 
Linda matéria, não é mesmo?
É uma história encantadora e vale a pena ler e pesquisar mais sobre essas guerreiras paneleiras de Goiabeiras.
Para encerrar, uma receita da deliciosa moqueca de peixe das Paneleiras.
Ingredientes:
2 kg de peixe fresco (badejo, robalo, papa-terra, pargo)/ 4 a 5 maços de coentro/ 4 maços de cebolinha verde/ 2 cebolas brancas pequenas/ tomate a gosto 2 limões/ azeite de oliva (azeite doce)/ óleo/ colorau/ pimenta.

Modo de fazer:
Limpe bem o peixe, corte-o em postas e deixe-o em uma vasilha com sal e o suco de 1 limão. Conserve assim por uma hora. Em uma panela de barro grande coloque: 2 colheres de óleo, 1 colher de azeite, cebolinha verde, cebola branca e coentro (tudo bem picadinho), tomate cortado em rodelas e colorau. Em seguida, arrume as postas do peixe e repita a camada de temperos picados. Cozinhe em fogo brando. Quando começar a ferver, pingar gotas de limão. Fechar a tampa. Espere 10 minutos e experimente o sal.


Dicas de Lucilina:
Não pode deixar a moqueca ferver, pois o peixe endurece.
A panela de barro, quando retirada do fogo, continua cozinhando o peixe por mais cinco minutos
A moqueca deve ser servida na panela de barro; conserva a temperatura por mais tempo.

Com essas matérias, vocês conheceram melhor a história da "Panela de barro" e das incríveis "Paneleiras de Goiabeiras"
Até a próxima curiosidade do Espírito Santo.
Abraços da amiga Janete




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos Namorados

Olá, meus queridos amigos.
Hoje, especialmente, vamos começar a semana com uma linda poesia e algumas frases inspiradoras para o dia dos namorados.


Ao Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade
 preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.
                                                                               Guimarães RosaO mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.                                                              Carlos Drummond de AndradeAmo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?                                                                      Fernando Pessoa                                          Eu preciso dizer que eu te amo,
                     Te ganhar ou perder sem engano...
                      eu preciso dizer que eu te amo.
                                                                                 Cazuza
Comece bem a semana; comece amando e agradecendo por poder e saber amar
Comece bem a semana, inspirando-se e doando-se na arte de amar e de se fazer amar
Comece a semana pensando que tudo vale a pena quando se tem um amor e quando se ama de verdade.
Quem se ama, tem a virtude e a capacidade de amar o próximo, de olhar a vida com mais prazer e alegria.
Quem ama de verdade, é capaz de perdoar e seguir de mãos dadas e de bem com a vida.
Feliz dia dos namorados.
Abraços da amiga Janete


 
  

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Aurora de Paz - Cacaso

Olá, meus queridos amigos.
O "Cantinho da Literatura" começa com as homenagens do dia dos namorados, que se aproxima, no mês mais romântico do ano, com uma poesia para vocês curtirem e divagarem...

 
Olha pra frente
E sente essa aurora
Que vai nascer
Segue adiante
Pois em cada instante
Você vai ver
Que o amor que a gente perde
Nasceu para se perder
E se o amor da gente morre
A gente não vai morrer
Se não ficou era ilusão
Não seja assim tão infeliz
Que ainda existe um coração
Que vai abrigar outro amor
Diferente da ilusão
 
Enfrente a vida sorrindo
Nossa manhã já vem vindo
Repare que dia lindo
Pra lhe consolar
Prepare o seu coração
Que essa aurora é de paz
E quem já sofreu uma vez
Desta vez não sofre mais
(Pra nunca mais)
 
Cacaso e Elton Medeiros
Lindo, não é mesmo? Afinal, quem não passou por desilusões nessa vida, por desamores e decepções? Mas se iludiram, amaram e foram felizes, e como dizem os autores: Repare que dia lindo e prepare o seu coração, que essa aurora é de paz..."
Feliz dia dos namorados.
Abraços da amiga Janete

    Descartes
"Não há
no mundo nada
mais bem
distribuído do que a
razão: até quem não tem tem
um pouquinho"
Cacaso

terça-feira, 6 de junho de 2017

Panela de Barro - Parte I

Olá, meus queridos amigos.
Voltando com mais uma série de curiosidades do Espírito Santo, e dessa vez falando um pouco sobre a panela de barro e as "Paneleiras de Goiabeiras". Cultura e tradição de 400 anos no Espírito Santo.
Escolhi umas matérias bem legais, para quem não conhece, entender melhor a importância e  o significado dessa valiosa cultura capixaba e dessa vez, uma matéria que será dividida em duas partes.

Paneleiras de Goiabeiras - Patrimônio Capixaba

Reconhecida nacional e internacionalmente como objeto de arte popular, a panela de barro não perde sua tradição utilitária. Está associada à genuína culinária espírito-santense, principalmente no preparo da moqueca e da torta capixaba.
 
Raiz da cultura popular do Espírito Santo, a legítima panela de barro capixaba é identificada por um Selo de Qualidade da Associação das Paneleiras de Goiabeiras.
 
A Associação já se tornou um dos pontos turísticos da cidade, sendo visitada, regularmente, por turistas interessados em adquirir as peças e ver como as mesmas são confeccionadas.
 
A principal matéria prima, o barro, é extraído na própria região, em jazidas do Vale do Mulembá. A argila, antes de ser usada, passa por um processo para "limpar" denominado "escolha", que consiste na retirada de impurezas, como pedras e restos de vegetais. Em seguida, devidamente envolta em plástico para manter a umidade, fica armazenada, descansando, por uns tempos antes de ser usada.

Há mais de 400 anos, uma técnica indígina usada para fabricação de utensílios é passada de geração em geração, no Espírito Santo. Com ela, são moldados um dos ícones da cultura brasileira: as panelas de barro usadas para fazer uma das comidas típicas mais festejadas do Brasil, a moqueca. A fabricação artesanal de panelas de barro é o ofício das Paneleiras de Goiabeiras, na periferia Capital Vitória. Por praticamente não ter sofrido mudanças desde a época em que foi desenvolvida pelos índios tupi-guarani e uma, que habitavam a região, essa atividade predominantemente feminina e familiar foi tombada, em 2002, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial.

 
As paneleiras foram o primeiro bem cultural de natureza imaterial inscrito no Livro de Registro de Saberes, criado pelo Ministério da Cultura em 2000.
Goiabeiras é um bairro da periferia de Vitória, distante cerca de 35 minutos do centro. É comum o galpão onde funciona a Associação receber a visita de muitos turistas, que acompanham o trabalho das paneleiras.
Uma das poucas coisas que mudou na forma original de fazer as panelas, é que, agora, as mulheres trabalham juntas e não mais cada uma no quintal de sua casa. Há 17 anos, foi criada a Associação das Paneleiras de Goiabeiras. Lucilina Lucidata de Carvalho, de 65 anos, ex-presidente e atual vice, domina a técnica da fabricação da panela de barro desde que se conhece por gente. "Eu brinco dizendo que já nasci sabendo fazer panela porque minha mãe fazia, minha avó e bisavó também. Quando eu era criança, ficava ao lado de minha mãe, brincando de fazer panelinhas de barro", conta Lucilina.
 
3 mil panelas por mês
 
 No grande galpão da associação, cerca de 120 mulheres produzem três mil panelas por mês. Apesar de ser uma atividade tradicionalmente feminina, alguns homens já trabalham. Segundo Lucilina, são filhos de paneleiras que iam com suas mães no galpão "e pegaram amor" pelo ofício. Um deles é seu sobrinho. Na verdade, todo mundo por ali é aparentado, porque a maioria é descendente dos índios da região, como Lucilina.
 
 
 Associação das Paneleiras de Goiabeiras
 
Para visitar a Associação das Paneleiras de Goiabeiras, em caso de grupos, deve-se agendar visita pelo telefone (27) 3327-0519.
Endereço: Galpão das Paneleiras. Rua das Palmeiras, 55 - Goiabeiras.
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 8 às 19h.
 
Espero que tenham gostado da primeira parte dessa linda matéria sobre a panela de barro, e na próxima semana, voltarei encerrando com mais curiosidades sobre as paneleiras de Goiabeiras.
Abraços da amiga Janete
 

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