quinta-feira, 16 de maio de 2013

Marcus Faustini

Olá, meus queridos leitores do Cantinho da Literatura.
Hoje quero apresentar a vocês, um magnífico escritor, que vem inovando a literatura brasileira com as suas experiências, ideias e projetos sobre a periferia, especialmente da cidade do Rio de Janeiro.
Destacando o "Guia Afetivo da Periferia". Fiquei curiosa e ao mesmo tempo orgulhosa e muito feliz com essa iniciativa, assistindo ao programa "Esquenta", com a apresentadora Regina Casé; esse programa de domingo que é muito cultural, principalmente pela "mistura" de classes sociais, debatendo sobre os preconceitos mostrando dentro dessa realidade que entre todas as diferenças, somos todos iguais.
Nesse programa, os convidados oferecem livros para a biblioteca do "Esquenta" e tenho conhecido muitos escritores brasileiros.
Sobre Marcus Faustini, está sendo difícil falar sobre esse jovem escritor. Ele é diretor teatral, produtor cultural, documentarista e escritor que destaca-se na cena teatral desde 1998. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1971. É autor do Guia Afetivo da Periferia (2009) e co-autor de O novo carioca (2012), com Jaílson de Souza e Silva e Jorge Luiz Barbosa. Em 2011, criou a metodologia da Agência de Redes para a Juventude, para transformar ideias jovens das favelas cariocas em projetos para impactar suas comunidades, aumentando suas redes e repertórios.
Marcus Faustini foi vencedor do prêmio Faz Diferença 2012, promovido pelo jornal O Globo, na categoria "Revista O Globo". Dentre tantas iniciativas culturais que Faustini agita no Rio de Janeiro, uma delas foi a idealização do Festival Home Theatre, por ter levado o teatro para dentro das casas das pessoas.
A ação une a vivência no território e a dramaturgia na busca por um processo criativo participativo, onde o morador está incluído desde o início de sua criação até a apresentação do resultado - que contou com histórias de moradores levadas para cena. O Home Theatre aponta para ampliação dos suportes criativos, onde o processo é o centro da obra e não mais o tema. Nesse processo o público é convocado a ser um agente criador, e não apenas aquele que contempla uma obra.
Não preciso falar mais sobre esse escritor, criativo, inovador e consciente da necessidade de mostrar a realidade dessas periferias de uma forma tão correta e generosa.
Fica a minha sugestão em forma de homenagem a esse que eu chamo de escritor cidadão. 
Em seu "Guia afetivo da periferia", o autor andarilho constrói a narrativa através de afetos com o universo ao redor.
 (Foto de Tomás Rangel)
"O Guia afetivo da periferia (Aeroplano, 2009), de Marcus Vinicius Faustini, é um romance protagonizado por um autor andarilho, que constrói a narrativa através de afetos com o universo ao redor, a cidade. Neste caso, é o Rio de Janeiro da periferia. Um álbum de suas memórias, com  retratos de vivências nas ruas, de Santa Cruz a Ipanema.
"Quando estou na cidade prefiro buscar a ficção para reinventar a realidade. Digo isso baseado em João do Rio e Joaquim Manoel de Macedo, essa é uma cidade onde a literatura se debruçou sobre suas ruas, sobre os encontros. Esse episódio é meu! Eu quero o espólio desses escritores, não vou deixar por aí solto."


"O novo carioca - O livro reúne 19 artigos escritos nos últimos 10 anos por três intelectuais nascidos e criados na periferia do Rio de Janeiro: Jailson de Souza e Silva, Jorge Luiz Barbosa e Marcus Vinícius Faustini. Os textos refletem sobre um novo modo de ser e estar no Rio de Janeiro, "o novo carioca", um sujeito com mobilidade para circular nos diversos territórios, produzir experiências que envolvam atores de diversos lugares, valorizar e legitimar as diferenças, o direito à autenticidade e a importância de defender a igualdade da dignidade humana."
Esse livro está disponível em E-BOOK


Frases de Marcus Faustini:
"Aqui se pensa o território como cultura."

"Trabalhamos o jovem como criador, e não como um atendido. Só vamos nos tornar uma sociedade instigante culturalmente se misturarmos a cidade. Precisamos de criadores de origem popular."

"Esse livro é uma voz de articulações, sensações, da rua, da vida nas cidades. É uma voz, uma tentativa de construir uma, que se relaciona com o leitor. Gosto de trabalhar com elementos externos para poder criar.
Como tem a tentativa de uma profundidade dessa voz, dessa percepção interior, eu sabia que, desde o primeiro momento, que eu tinha que ter um método de escrever que me trouxesse questões exteriores."











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