quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cora Coralina



Olá, meus queridos leitores do Cantinho da Literatura.
Estamos encerrando o mês de maio; mês de Maria, mês das mães e quero homenagear essa mulher que antes de ser essa encantadora escritora, foi mãe; uma doce e amada mãe.
Cora Coralina; como apresento hoje, num resumo de sua biografia, representando todas as mulheres e mães sonhadoras, que realizam esses sonhos através da determinação e coragem. Mulheres que criam e recriam; mulheres que amam e com sabedoria sabem discernir todas as funções que lhe são atribuídas. Mulheres que sabem transferir os seus sentimentos e pensamentos suprindo as necessidades das leitoras fiéis que se aconselham por meio das suas experiências e realizações.
Resumo de sua biografia:

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889 - 1985) foi uma poeta goiana.
Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha.
Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. "Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo", diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. "Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo." Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
"Humildade
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Daí, Senhor, que que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
Cora Coralina
Algumas Frases:
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.

O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes.

Fiz a escalada da montanha da vida
removendo pedras e plantando flores.

Todos estamos matriculados na escola da vida
onde o mestre é o tempo.
Cora Carolina








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