quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Monteiro Lobato

Bom dia, meus queridos amigos,
Hoje vou contar para vocês, um pequeno resumo desse grande escritor brasileiro que conquistou um público misto com as suas estórias encantadoras e que até os dias atuais são as preferidas; os adultos  fazem questão de sugerir às crianças, como incentivo às suas primeiras fantasias, à criação dos seus primeiros sonhos infantis que farão parte de suas vidas, em suas melhores lembranças e com certeza, ele não poderia deixar de fazer parte do nosso “Cantinho da Literatura”.



Biografia, obras e estilo literário
Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente , reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.


 Frases de Monteiro Lobato
-"De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."
-"É errado pensar que é a ciência que mata uma religião. Só pode com ela outra religião".
-"O livro é uma mercadoria como qualquer outra; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".
-"Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos".
 


José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948). Escritor, contista, dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.
Obras:
A Barca de Gleyre, 1944 - A Caçada da Onça, 1924 - A ceia dos acusados, 1936
A Chave do Tamanho, 1942 - A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955
A Epopéia Americana, 1940 - A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924
Alice no País do Espelho, 1933 - América, 1932 - Aritmética da Emília, 1935
As caçadas de Pedrinho, 1933 - Aventuras de Hans Staden, 1927 - Caçada da Onça, 1925
Cidades Mortas, 1919 - Contos Leves, 1935 - Contos Pesados, 1940 - Conversa entre Amigos, 1986
D. Quixote das crianças, 1936 - Emília no País da Gramática, 1934 - Escândalo do Petróleo, 1936
Fábulas, 1922 - Fábulas de Narizinho, 1923 - Ferro, 1931 - Filosofia da vida, 1937
Formação da mentalidade, 1940 - Geografia de Dona Benta, 1935 - História da civilização, 1946
História da filosofia, 1935 - História da literatura mundial, 1941 - História das Invenções, 1935
História do Mundo para crianças, 1933 - Histórias de Tia Nastácia, 1937
 How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926 - Idéias de Jeca Tatu, 1919 - Jeca-Tatuzinho, 1925
Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921 - Memórias de Emília, 1936
Mister Slang e o Brasil, 1927 - Mundo da Lua, 1923 - Na Antevéspera, 1933
Narizinho Arrebitado, 1923 - Negrinha, 1920 - Novas Reinações de Narizinho, 1933
O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926 - O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930
O livro da jangal, 1941 - O Macaco que Se Fez Homem, 1923 - O Marquês de Rabicó, 1922
O Minotauro, 1939 - O pequeno César, 1935 - O Picapau Amarelo, 1939
O pó de pirlimpimpim, 1931 - O Poço do Visconde, 1937 - O presidente negro, 1926
O Saci, 1918 - Onda Verde, 1923 - Os Doze Trabalhos de Hércules, 1944
Os grandes pensadores, 1939 - Os Negros, 1924 - Prefácios e Entrevistas, 1946
Problema Vital, 1918 - Reforma da Natureza, 1941 - Reinações de Narizinho, 1931
Serões de Dona Benta, 1937 - Urupês, 1918 - Viagem ao Céu, 1932


 No ano de 1948, o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento de nossa literatura.
"Aprendi que... as oportunidades nunca se perdem
 aquelas que desperdiças... alguém as aproveita"
Abraços da amiga Janete






domingo, 25 de novembro de 2012

Plantas para ambientes pequenos

Boa noite, meus queridos amigos.
O fim de ano está nas portas e é tempo de correr para arrumar a casa; enfeitar para o Natal e decorar os ambientes para receber o novo ano que se aproxima; e nada melhor do que uma decoração com vida, com flores, e com um aroma especial das plantas que renovam as nossas energias.
Então, aproveitem essas sugestões e sintam a generosidade da natureza, com essas dicas.

Plantas: Escolha as corretas para apartamento e ambientes pequenos.
Por Karina Costa
Gostar de planta não basta para fazê-las crescer bonitas e saudáveis, é preciso entender as necessidades de cada espécie. Em apartamentos e ambientes pequenos, há dois quesitos fundamentais e universais para todos os tipos de plantas: claridade e ventilação. Mas há aquelas que se adaptam melhor.
"Existem plantas certas para serem criadas em interior de casas e apartamentos pequenos. Orquídea Africana, Lança de São Jorge e Dracena Arbórea são ideais para ambientes mais fechados e menores", explica a decoradora e membro do Clube Paulista de Jardinagem, Carmen Herrera, que deixa dicas de decoração e para cuidados básicos com as plantas.
Princípios básicos para ter plantas em casa

A primeira coisa que precisa ficar claro é que as plantas são seres vivos e não podem ficar em locais totalmente escuros, necessitam de luz. Então, duas coisas são essenciais para criá-las dentro de apartamentos ou ambientes menores: um pouco de claridade e um pouco de ventilação. Para isso, basta deixá-las perto de janelas ou na varanda.
Ventilação é fundamental
Quem tem plantas precisa abrir uma janela ou uma porta por pelo menos 2 a 3 horas diárias para que recebam ventilação, por mais que sejam plantas de sombra. Se você fica com a casa fechada durante todo o dia, deve evitar plantas.
As plantas de sombra, ideais para interiores, precisam de ventilação e claridade. Se não forem cuidadas de maneira correta, as folhas vão diminuir, perder a beleza, as plantas vão "sofrer".
Plantas ideais para ambientes fechados
Segundo a especialista Carmen Herrera, as palmeiras Rhapis excelsa e Chamaedorea são ideais para ambientes menores e mais fechados, caso de apartamentos, pois são plantas de sombra.
A especialista explica que Samambaia é uma planta que saiu de "moda" para a decoração de interiores, porém fica muito bem dentro de casa. "Muitas pessoas evitam por ser uma planta grande e ocupar muito espaço", observa Carmen Herrera.
A Renda portuguesa é uma ótima opção para quem tem varanda, pois é uma planta que precisa de um pouco mais de ventilação do que as outras.

A Zamioculca também é ótima para interiores, a folha dela é bem verde e brilhante, parece que foi passado um verniz. 'Outra que indico é a planta Pacova, que tem folhas grandes', recomenda Carmen Herrera.
Plantas pequenas para ambientes pequenos
Segundo a decoradora Carmen Herrera, o Lírio da paz e a Philodendron mini. Mas não esqueça: flores precisam de sol sempre. Do lírio, por exemplo, brota uma florzinha branca, então, se mantido no escuro, nascem poucas, já no claro, na janela, dá mais flores.
A Violeta africana é uma planta pequena e que pode ser colocada dentro do apartamento, mas para dar flor precisa de alguma claridade. Há quem coloque na janela do banheiro, da cozinha, da área de serviço. Ela precisa ficar na claridade, não necessariamente bater sol, já que essa exposição direta vai queimar a planta - essa dica vale para qualquer planta de interiores.
Lança de São Jorge está na moda
Uma planta que tem sido muito utilizada é a Lança de São Jorge, parente da famosa Espada de São Jorge. Muitas pessoas adoram por achá-la supermoderna. E é uma ótima opção mesmo, já que se mantém muito bem na sombra e não precisa quase de água. Pode ser regada uma vez por semana.
As preferidas da decoração de interiores
Carmen Herrera diz que além da Lança de São Jorge, a preferida do momento, outra planta que ela tem utilizado para decoração de interiores é a Dracena arbórea, que aguenta até os efeitos do ar condicionado, além da Camadorea elegans que tem flores finas e delicadas. Esta última fica bem em sala tradicional, no escritório e no living.
Outra interessante para interiores é a Philodendron. As folhas crescidas ficam na cor verde escura e as novas folhagens crescem claras, então, o contraste de cores das folhas trazem uma simpatia ao ambiente.
Cuidado com plantas venenosas
Evite em casa plantas venenosas. "Muitas pessoas acreditam que certas plantas trazem boa sorte, mas é preciso cuidados. A famosa Comigo ninguém pode é uma dessas tóxicas, se uma criança ingerir um pedacinho que seja da folha pode parar no hospital. Então, é melhor evitar".
Cuidados básicos com as plantas
Segundo a decoradora, exceto a Lança de São Jorge, que deve ser molhada uma vez por semana, as demais plantas citadas como ideais para apartamentos e ambientes pequenos devem ser regadas duas vezes. 'Além disso, devem ser adubadas uma vez por mês. Indico uma mistura de farinha de osso, esterco de galinha e torta de mamona, ingredientes encontrados em lojas de jardinagem. É um tipo de adubo orgânico que prefiro misturar e usar. A mistura deixa um pouco de cheiro nos primeiros momentos da troca, então quem preferir pode substituir por um adubo chamado "10-10-10" em formato de bolinha', ressalta Carmen Herrera.
O cômodo ideal para sua planta
A maioria das pessoas coloca a planta na sala, num canto. Indico colocar perto de onde tenha claridade. Outras pessoas deixam na janela, na cozinha. A janela da área de serviço também é utilizada, no caso da Violeta africana ou o Lírio da paz. Como esse é um ambiente muito mais claro que os demais, também indico a Kalanchoe - uma planta com florzinhas coloridas -, apesar de elas durarem no máximo três meses.
Tem quem cultive orquídeas no banheiro - na janela, na parte interior - também pela claridade. Mas atenção: é preciso manter sempre a janela aberta para ventilar.
Vasos
A decoradora Carmen Herrera indica os vasos de cerâmica, mas avisa que, caso a planta for muito grande e ficar pesado para qualquer movimento, pode se optar por vasos de poliuretano que imitam a cerâmica, são mais leves, fáceis de carregar, puxar.
Hoje não se usa mais plantas penduradas na decoração de salas, mas sim no chão. Porém numa varanda, por exemplo, cabe colocar plantas penduradas.
Quantidade de plantas no ambiente
Para decoração da sala, Carmen Herrera indica até dois ou três vasos para formar um conjunto. "Pode ser um vaso grande e outros dois pequenos, ou combinar uma planta mais baixa com uma mais alta. Pode ser, por exemplo, uma das Palmeiras que indiquei e a planta Philodendron. Um único vaso também cai bem na decoração".
Desejo a todos uma ótima semana.
Não deixem de entrar em "Utilidades e Dicas" - tem sempre algumas boas ideias para vocês.
Abraços da amiga Janete




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

José de Alencar


Olá meus queridos amigos. Hoje, no Cantinho da literatura, um presente para vocês.
Com muita honra e alegria, uma especial homenagem ao nosso querido e eterno escritor José de Alencar.
Abraços e até a próxima quinta feira, com mais um escritor brasileiro.

Vida e livros deste importante representante da literatura nacional, o romance indianista, o Romantismo, Iracema, O Guarani, e outras obras importantes do autor.
"Sua obra é da mais alta significação nas letras brasileiras, não só pela seriedade, ciência e consciência técnica e artesanal com que a escreveu, mas também pelas sugestões e soluções que ofereceu, facilitando a tarefa da nacionalização da literatura no Brasil e da consolidação do romance brasileiro, do qual foi o verdadeiro criador. Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado "o patriarca da literatura brasileira". Sua imensa obra causa admiração não só pela qualidade, como pelo volume, se considerarmos o pouco tempo que José de Alencar pode dedicar-lhe numa vida curta. Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade."
(Trecho da biografia cedida com a gentileza da Academia Brasileira de Letras - www.academia.org.br)
Resumo Biografia, estilo e obras:
O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Aos 26 anos publicou sua primeira obra: "Cinco Minutos".
Podemos considerar Alencar como o percursor romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, psicológico, regional e histórico.
Este autor brasileiro utilizou como tema o índio e o sertão do Brasil e, ao contrário de outros romancistas de sua época que escreviam como se vivessem em Portugal, Alencar valorizava a língua falada no Brasil.
Escritor de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances que abordam o cotidiano. Deste estilo literário, também conhecido como romance de costumes, destacam-se os livros: Diva, Lucíola e a Viuvinha. Foram também de sua autoria os romances regionalistas: O Sertanejo, O Tronco do Ipê, O Gaúcho e Til. Dos romances históricos fazem parte: As Minas de Prata e A Guerra dos Mascates.
No romance indianista de José de Alencar, o índio é visto em três etapas diferentes: antes de ter contato com o branco, em Ubirajara; um branco convivendo no meio indígena, em Iracema e o índio no cotidiano do homem branco, em O Guarani.
É dentro do estilo indianista do escritor José de Alencar que está a sua obra mais importante: Iracema. Outra obra também considerada de grande valor literário é O Guarani, pois aborda os aspectos da formação nacional brasileira.
Apesar de ser mais conhecido por suas obras literárias, o escritor brasileiro José de Alencar fez também algumas peças de teatro: Nas Asas de um Anjo, Mãe, O Demônio Familiar.
Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.
Frases de José de Alencar:
"O amor sem esperança não tem outro refúgio senão a morte."
"A ocasião faz o homem."
"Tentei lhe dizer muitas coisas, mas acabei descobrindo que amar é muito mais sentir do que dizer. E milhões de frase bonitas, jamais alcançariam o que eu sinto por você."
"O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis."
"Só a ignorância aceita e a indiferença tolera o reinado da mediocridade."
"A vida é luta renhida, que aos fracos abate, e aos fortes, só faz exaltar."
Amar é comprazer-se na perfeição.
É na idade da ambição que se prova a têmpora dos homens.
Tenho fé no amor com ele vencerei o impossível.
Todo discurso deve ser como o vestido da mulheres; não tão curto, que nos escandalizem, nem tão comprido, que nos entristecam.
"O elogio é um meio muito usado, mas sempre novo, de render homenagem à vaidade alheia.
Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse! Seja agora a primeira vez!... Os beijos que lhe guardei ninguém os teve nunca! Esses, acredite, são puros!"
(Trecho do Livro "Lucíola")
"Eu te amei desde o momento em que te vi! Eu te amei por séculos nestes poucos dias que passamos juntos na terra. Agora que a minha vida se conta por instantes, amo-te em cada momento por uma existência inteira. Amo-te ao mesmo tempo com todas as afeições que se pode ter neste mundo. Vou te amar enfim por toda a eternidade."
"Tinha-a eu amado para ter o direito de odiá-la".
"O amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade".
José de Alencar
"Iracema" - Trechos do livro de José de Alencar
Trecho 1
"-Neste momento, Tupã não é contigo! replicou o chefe. O Pajé riu; e seu riso sinistro reboou pelo espaço como o regougo da ariranha. - Ouve seu trovão e treme em teu seio, guerreiro, como a terra em sua profundeza. Araquém proferindo essa palavra terrível, avançou até o meio da cabana; ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão; súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.
Irapuã não tremeu, nem enfiou de susto; mas sentiu estremecer a luz nos olhos, e a voz nos lábios. - O senhor do trovão é por ti; o senhor da guerra será por Irapuã: disse o chefe. O torvo guerreiro deixou a cabana (...)".
Trecho 2
"Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu."
Alguns livros importantes de José de Alencar:






"O sândalo é o perfume das mulheres de Estambul,
e das huris do profeta; como as borboletas,
que se alimentam do mel, a mulher do Oriente
vive com as gotas dessa essência divina."
 "É que o perfume denuncia o espírito

Que sob as formas feminis palpita...
Pois como a salamandra em chamas vive,
Entre perfumes a mulher habita."

 José de Alencar













quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Graça Aranha


Olá meus queridos amigos e leitores.
Vocês que gostam de uma boa leitura, já ouviram falar do livro “Canaã”?
Ofereço a todos, um trecho desse famoso livro do querido escritor Graça Aranha e em seguida, uma breve biografia para que vocês possam conhecer melhor esse outro gênio da literatura brasileira.


“Não, eu não te fujo doce tristeza! Tu és a reveladora do meu ser, a razão da minha energia, a força do meu pensamento. Sobre ti me reclino, como si foras um insondável e voluptuoso abismo; teu me atraes, e estendo-te os braços nesse doloroso e invencível amor, com que o sonho ama o passado, a morte ama a vida. Antes de te conhecer, pérfida ilusão me entorpecia os sentidos, e a minha frívola existência foi a lúgubre marcha do inconsciente risonho por um caminho de dores. Nesse momento eu ainda te buscava, sol moribundo! No meu rosto se estampava o riso contínuo e fatigante, e ele afastava de mim os homens, para quem a eterna alegria é morte... Mas tu, Tristeza, não estavas longe. Tu te sentaste à minha porta, numa postura de resignação e silêncio. E como esperaste! Um dia a alegria, de cansada, se extinguiu, e então soou para mim a hora da paz  e da calma, entraste. E como desde logo amei a nobreza do teu gesto! Oh! Melancolia! Minha alma é a morada tranquila onde reinas docemente.
A dor é boa, porque faz despertar em nós uma consciência perdida; a dor é bela, porque une os homens. É a liga intensa da solidariedade universal... A dor é fecunda, porque é a fonte do nosso desenvolvimento, a perene criadora da poesia, a força da arte. A dor é religiosa, porque nos aperfeiçoa, e nos explica a nossa fraqueza nativa.
Tristeza! Tu me fazes ir até ao fundo das remotas raízes do meu espírito. Por ti compreendo a agonia da vida; por ti, que és o guia do sofrimento humano, por ti, faço da dor universal a minha própria dor... Que o meu rosto não mais se desfigure pelas viagens do riso cansado e matador; dá-me a tua serenidade, a tua séria e nobre figura... Tristeza, não me desampares... Não deixes que o meu espírito seja a preza da vã alegria... Curva-te sobre mim; envolve-me com o teu véu protetor... Conduz-me, oh! Bemfazeja! Aos outros homens... Tristeza salutar! Melancolia!”
José Pereira da Graça Aranha (São Luís, 21 de junho de 1868 – Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1931) foi um escritor e diplomata brasileiro, e um imortal da Academia Brasileira de Letras, considerado um autor pré-modernista no Brasil, sendo um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922.
Devido aos cargos que ocupou na diplomacia brasileira em países europoeus, ele esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiam na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura brasileira, rompenso com a Academia Brasileira de Letras por isso em 1924.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Biografia
Nascido em uma família abastada do Maranhão, Graça Aranha graduou-se em direito pela Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.
Como diplomata, serviu em Londres, com Joaquim Nabuco, e foi ministro na Noruega, Holanda e na França, onde se aposentou.
Assumiu o cargo de juiz de direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Nesse município ele buscou elementos necessários para criar sua obra mais importante, Canaã. Esta é um marco do chamado pré-modernismo, publicada em 1902, junto com a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha.
Graça Aranha apresentou uma visão filosófica e artística assimilada de fontes muito diferentes e às vezes contraditórias.
Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores, quando pronunciou o texto A Emoção Estética na Arte Moderna, defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do “Espírito Novo” apregoado por Apollinaire. Rompe com a Academia Brasileira de Letras em 1924, a qual acusou de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar “Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!”.
Obras:
Canaã,1902
Malazarte, 1911
A Estética da Vida, 1921
 Espírito Moderno, 1925
Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), 1926
A Viagem Maravilhosa, 1929
O manifesto dos mundos sociais, 1935
Pensamentos:
“A civilização é uma violência do homem à natureza”
“Aquele que transforma em beleza todas as emoções sejam de melancolia, de tristeza, prazer ou dor, vive na perfeita alegria.”
Graça Aranha
É sempre interessante saber e conhecer mais sobre esses maravilhosos pensadores, escritores brasileiros e uma oportunidade de resgatar as lembranças das boas leituras do nosso tempo de escola, quando a leitura, de obrigatória, passava a ser prazerosa; e dávamos valor a essas obras que enriqueciam nossos conhecimentos e sonhos, viajando nas reflexões dos textos.
Bom dia a todos, e até a próxima quinta feira.
Abraços da amiga Janete

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bolo de Chocolate


Com recheio de chocolate e coco, cobertura de ganache de chocolate meio amargo  e cacau; com toque de licor de chocolate e menta, decorado com pedaços de chocolate meio amargo e gotas de chocolate branco.
Bolo para 30 a 40 pessoas - R$ 120,00

"A COMPREENSÃO DE SI PRÓPRIO É O COMEÇO DA SABEDORIA"
KRISHNAMURTI


domingo, 11 de novembro de 2012

Pavê simples de biscoito maizena




Ingredientes:
01 lata de leite condensado
02 vezes a medida da lata, de leite
02 gemas
01 colher (sopa) de maizena
05 colheres (sopa) de chocolate em pó
Modo de Preparo:
Despeja-se o leite condensado em uma panela, o leite, as gemas e a maizena
Leva-se ao fogo brando, mexendo sem parar, até virar um creme
Retire do fogo e coloque metade do creme em um pirex, cubra com biscoitos maizena (não molhe os biscoitos), coloque o chocolate em pó na outra parte do creme, mexa até ficar homog~eneo, coloque por cima dos biscoitos
Passe no liquidificador, ou processador alguns biscoitos maizena, para que virem uma farofa de biscoito, coloque por cima, finalizando assim o pavê
Leve ao congelador por 04 horas.
Obs:
Além do chocolate, acrescentei uma colher de cacau em pó.
Esse pavê é realmente muito fácil e rápido. Eu estava sem saber o que fazer para a sobremesa de domingo e de repente, resolvi pegar uma receita de pavê e em menos de 20 minutos estava pronto e todos gostaram muito. Tenho certeza que vocês também vão fazer e gostar.
Uma ótima semana a todos.
Abraços da amiga Janete
"Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca"
"Alargue seu coração de esperanças, mas, não deixe que ele se afogue nelas"


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dias Gomes








Alfredo de Freitas Dias Gomes, mais conhecido pelo sobrenome Dias Gomes, (Salvador, na Bahia em 19 de outubro de 1922 - São Paulo, 18 de maio de 1999) foi um romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras. Também conhecido pelo seu casamento com Janete Stocco Emmer (Janete Clair)
Filho de Alice Ribeiro de Freitas Gomes e Plínio Alves Dias Gomes, um engenheiro, fez o curso primário no colégio Nossa Senhora das Vitórias, dos Irmãos Maristas, e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu o curso secundário no Ginásio Vera Cruz e posteriormente no Instituto de Ensino Secundário. Em 1943, ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, abandonando o curso no terceiro ano.
Foi no ambiente radiofônico que Dias Gomes travou contato pela primeira vez com aquela que viria a se tornar sua primeira esposa, a então desconhecida (Janete Clair). Com ela casou-se em 13 de março de 1950, teve os filhos: Alfredo Dias Gomes, Guilherme Dias Gomes, Marcos Plínio (falecido) e Denise Emmer. Viúvo de Janete Clair, que morrera um ano antes, em 1984 Dias casa-se com a atriz Bernadeth Lyzio, com quem tem duas filhas: Mayra Dias Gomes (escritora) e Luana Dias Gomes.
Dias Gomes morreu num acidente automobilístico em 18 de maio de 1999.
Carreira:
Essencialmente um homem de teatro, aos 15 anos Dias Gomes escreveu a sua primeira peça:
A Comédia dos Moralistas, com a qual ganharia o prêmio do Serviço Nacional de Teatro e pela União Nacional dos Estudantes (UNE), no ano seguinte.
Outras Peças:
Amanhã Será Outro Dia, João Cambão, Dr. Ninguém, Um Pobre Gênio
Eu Acuso o Céu, Esperidião, Ludovico, O Homem que Não Era Seu, Pé-de-Cabra, Zeca Diabo,
Sinhazinha, Toque de Recolher, Beco sem saída, A Dança das Horas (Adaptação do romance Quando é Amanhã), O Bom Ladrão, Os Cinco Fugitivos do Juízo Final, O Pagador de Promessas,
A Invasão, A Revolução dos Beatos, O Bem Amado, O Berço do Herói, O Santo Inquérito, O Túnel, Dr. Getúlio, Sua Vida, Sua Glória (com Ferreira Gullar), Vamos Soltar os Demônios (Amor Em Campo Minado), As Primícias, Phallus (inédita), O Rei de Ramos, Campeões Do Mundo, Olho No Olho (inédita), Meu Reino Por Um Cavalo, Roque Santeiro, o musical,
De 1944 a 1964, Dias Gomes adaptou cerca de 500 peças teatrais para o rádio, o que lhe proporcionou apurado conhecimento de Literatura Universal. Em 1960, Dias Gomes volta aos palcos com aquele que viria a ser o maior êxito de sua carreira, pelo qual se tornaria internacionalmente conhecido: O Pagador de Promessas. Adaptado para o cinema, O Pagador seria o primeiro filme brasileiro a receber uma indicação ao Oscar e o único a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.
Em 1965, Dias assiste, perplexo, à proibição de sua peça O Berço do Herói, no dia da estreia.
Adaptada para a televisão com o nome de Roque Santeiro, a mesma seria proibida uma década depois, também no dia de sua estreia. Somente em 1985, com o fim do Regime Militar, o público iria poder conferir a Roque Santeiro - que, diga-se de passagem, viria a se tornar uma das maiores audiências do gênero.
Com a implantação da Ditadura Militar no Brasil, em 1964, Dias Gomes passa a ter suas peças censuradas, uma após a outra. Demitido da Rádio Nacional, graças ao seu envolvimento com o Partido Comunista, não lhe resta outra saída senão aceitar o convite de Boni, então presidente da Rede Globo, para escrever para a televisão.
De 1969 a 1979 Dias Gomes dedica-se exclusivamente ao veículo, no qual demonstra incomum talento.
Novelas:
Bandeira 2 - 1972
O Bem Amado - 1973 (Primeira novela em cores da TV brasileira)
O Espigão - 1974
Saramandaia - 1976
Sinal de Alerta - 1978
Ao longo de toda a década de 1980, Dias Gomes voltaria a se dedicar ao teatro, escrevendo para a televisão esporadicamente. Datam desse o período os seriados O Bem Amado e Carga Pesada (apenas no primeiro ano), e as novelas Roque Santeiro e Mandala, das quais escreveria apenas parte. Nos anos 90, Dias Gomes viraria as costas de vez para as telenovelas, dedicando-se única e exclusivamente às minisséries.
Dias Gomes foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 11 de abril de 1991, na sucessão de Adonias Filho, foi recebido em 16 de julho de 1991, pelo acadêmico Jorge Amado. Ocupou a cadeira 21, cujo patrono é o maranhense Joaquim Serra e o atual ocupante é o escritor Paulo Coelho.

Literatura:
Romances:
Duas Sombras Apenas, Um Amor e Sete Pecados, A Dama da Noite, Quando é Amanhã, Sucupira, Ame-a ou Deixe-a, Odorico na Cabeça, Derrocada, Decadência.
Cinema:
O Pagador de Promessas - 1960
O Rei do Rio (adaptação de O Rei de Ramos) - 1987
O Bem Amado - 2010
Seriados:
Carga Pesada - 1979/1980
O Bem Amado - 1980/1984
Expresso Brasil - 1987


Essa foi mais uma homenagem do nosso Cantinho da Literatura e tenho certeza que vocês conheceram um pouco mais esse nobre dramaturgo e escritor Dias Gomes; uma homenagem mais do que merecida, pelas obras que serão sempre eternizadas pela sua sensibilidade e competência em tudo que escreveu e criou para a arte do teatro, cinema, televisão e romances literários.
Até a próxima quinta-feira, se Deus quiser.
Abraços da amiga Janete

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Rocambolo de Chocolate







Ingredientes:
04 ovos
120 g de açúcar
120 de de trigo
Açúcar de confeiteiro
500 g de chocolate ao leite picado
1/2 lata de creme de leite sem soro
Modo de preparo:
Prepare a massa: separe as claras das gemas e bata as claras em neve. Reserve.
Bata as gemas com o açúcar até formar um creme claro e espumante.
Juntge a farinha de trigo e incorpore 1/3 das claras em neve, misturando bem.
Junte o restante das claras e misture delicadamente com movimentos de baixo para cima.
Coloque em uma forma de 20 x 30cm, untada e forrada com papel-manteiga.
Asse no forno preaquecido a 180ºC, por 15 minutos
Desenforme ainda quente sobre um pano de prato polvilhado com açúcar de confeiteiro.
Enrole como um rocambole e deixe alguns minutos antes de desenrolar.
Prepare o recheio: derreta o chocolate em banho-Maria e misture o creme de leite.
Coloque na geladeira e, quando começar a endurecer, bata na batedeira até ficar cremoso.
Abra o rocambole, recheie com a metade do creme e enrole novamente.
Cubra com o restante do creme.
Dica: Junte ao chocolate derretido 03 colheres de Nutella.
Obs: Esse rocambole é uma delícia. A massa é bem leve e sequinha.
Eu usei o chocolate meio amargo e ficou ótimo, pois o creme de leite deu uma quebrada, mas se preferir mais doce, use o chocolate ao leite, pois o pão de ló leva pouco açúcar.
Ah, eu usei 250g de chocolate e ficou ótimo.
Espero que tenham gostado da receita.
Abraços da amiga Janete

"Alargue seu coração de esperanças, mas, não deixe que ele se afogue nelas."


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