quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fernando Pessoa


Boa noite meus amigos
Hoje senti vontade de falar desse querido escritor, pensador e poeta Fernando Pessoa; que não é brasileiro, mas é como se fosse, pois é tão conhecido e próximo da nossa literatura e da nossa didática, que não podemos deixar  de homenageá-lo nesse espaço que já está se tornando uma expectativa para cada semana.

Fernando Antônio Nogueira Pessoa  foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Nasceu em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa (Portugal) e morreu, na mesma cidade, em 30 de novembro de 1935. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.
Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comendador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia suas obras em versos e prosa.
Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterônimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.
Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado à cirrose hepática, um diagnóstico hoje em dia é contestado por diversos médicos.

Fernando Pessoa: um dos mais importantes poetas portugueses.
O ortônimo e os heterônimos de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimo) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade e características literárias diferenciadas. São eles:
Álvaro de Campos – Era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras.
Ricardo Reis – Era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.
Alberto Caeiro – Com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.

Obras de Fernando Pessoa:

Do Livro do Desassossego
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano
Na Floresta do Alheamento
O Banqueiro Anarquista
O Marinheiro
Por ele mesmo

Poesias de Fernando Pessoa (31 poesias), como por exemplo:
A barca, Aniversário, Amei-te e por te amar..., Liberdade, Natal, O Menino da Sua Mãe, Poema em linha reta e outros mais.
As Prosas de Fernando Pessoa foram:
Pessoa e o Fado: Um Depoimento de 1929
Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação
Páginas de Estética e de Teoria e de Crítica Literárias.
As obras de seus heterônimos foram:
52 obras de Alberto Caeiro, como por exemplo; O Guardador de Rebanhos, Um dia de Chuva, Vai Alta no Céu, a lua da Primavera, O Meu Olhar e muitos outros.
69 obras de Álvaro de Campos, assim como: Acaso, Ah, Onde Estou, A Casa Branca Nau Preta, Cruz na Porta e outros.
126 obras de Ricardo Reis, citando como exemplo: A Abelha, Antes de Nós, As Rosas, Bocas Roxas, Da Nossa Semelhança e outros mais.
Infelizmente não dá para citar todas as obras, mas tenho certeza que esse é apenas o primeiro passo para uma pesquisa mais avançada desse fabuloso poeta escritor Fernando Pessoa.

Algumas frases e pensamentos de Fernando Pessoa:
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Fernando Pessoa

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa

Noite
Ó noite onde as estrelas mentem luz, ó noite, única coisa do tamanho do universo, torna-me, corpo e alma, parte do teu corpo, que eu me perca em ser mera treva e me torne noite também, sem sonhos que sejam estrelas em mim, nem sol esperado que ilumine do futuro.
Fernando Pessoa

“O verdadeiro cadáver não é o corpo (...), mas aquilo que deixou de viver (...)”
“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.”
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão...”

Ah, a Esta Alma Que Não Arde.
Ah, a esta alma que não arde.
Não envolve, porque ama,
A esperança, ainda que vã,
O esquecimento que vive
Entre o orvalho da tarde.
E o orvalho da manhã
Fernando Pessoa

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não, do tamanho da minha altura...”
“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.”
Fernando Pessoa

Se eu pudesse, não parava de ler trechos das obras de Fernando Pessoa; é contagiante, gratificante e ao mesmo tempo confuso de decifrar os seus sentimentos, mas quando a alma não é pequena, com certeza sempre vai valer a pena se aprofundar em suas obras, sempre que possível. O que deixo para vocês nessa edição é uma “amostra grátis” de toda a sua riqueza de expressão, de experiência e análise da vida e da alma do homem.
Abraços da amiga Janete

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