terça-feira, 6 de junho de 2017

Panela de Barro - Parte I

Olá, meus queridos amigos.
Voltando com mais uma série de curiosidades do Espírito Santo, e dessa vez falando um pouco sobre a panela de barro e as "Paneleiras de Goiabeiras". Cultura e tradição de 400 anos no Espírito Santo.
Escolhi umas matérias bem legais, para quem não conhece, entender melhor a importância e  o significado dessa valiosa cultura capixaba e dessa vez, uma matéria que será dividida em duas partes.

Paneleiras de Goiabeiras - Patrimônio Capixaba

Reconhecida nacional e internacionalmente como objeto de arte popular, a panela de barro não perde sua tradição utilitária. Está associada à genuína culinária espírito-santense, principalmente no preparo da moqueca e da torta capixaba.
 
Raiz da cultura popular do Espírito Santo, a legítima panela de barro capixaba é identificada por um Selo de Qualidade da Associação das Paneleiras de Goiabeiras.
 
A Associação já se tornou um dos pontos turísticos da cidade, sendo visitada, regularmente, por turistas interessados em adquirir as peças e ver como as mesmas são confeccionadas.
 
A principal matéria prima, o barro, é extraído na própria região, em jazidas do Vale do Mulembá. A argila, antes de ser usada, passa por um processo para "limpar" denominado "escolha", que consiste na retirada de impurezas, como pedras e restos de vegetais. Em seguida, devidamente envolta em plástico para manter a umidade, fica armazenada, descansando, por uns tempos antes de ser usada.

Há mais de 400 anos, uma técnica indígina usada para fabricação de utensílios é passada de geração em geração, no Espírito Santo. Com ela, são moldados um dos ícones da cultura brasileira: as panelas de barro usadas para fazer uma das comidas típicas mais festejadas do Brasil, a moqueca. A fabricação artesanal de panelas de barro é o ofício das Paneleiras de Goiabeiras, na periferia Capital Vitória. Por praticamente não ter sofrido mudanças desde a época em que foi desenvolvida pelos índios tupi-guarani e uma, que habitavam a região, essa atividade predominantemente feminina e familiar foi tombada, em 2002, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial.

 
As paneleiras foram o primeiro bem cultural de natureza imaterial inscrito no Livro de Registro de Saberes, criado pelo Ministério da Cultura em 2000.
Goiabeiras é um bairro da periferia de Vitória, distante cerca de 35 minutos do centro. É comum o galpão onde funciona a Associação receber a visita de muitos turistas, que acompanham o trabalho das paneleiras.
Uma das poucas coisas que mudou na forma original de fazer as panelas, é que, agora, as mulheres trabalham juntas e não mais cada uma no quintal de sua casa. Há 17 anos, foi criada a Associação das Paneleiras de Goiabeiras. Lucilina Lucidata de Carvalho, de 65 anos, ex-presidente e atual vice, domina a técnica da fabricação da panela de barro desde que se conhece por gente. "Eu brinco dizendo que já nasci sabendo fazer panela porque minha mãe fazia, minha avó e bisavó também. Quando eu era criança, ficava ao lado de minha mãe, brincando de fazer panelinhas de barro", conta Lucilina.
 
3 mil panelas por mês
 
 No grande galpão da associação, cerca de 120 mulheres produzem três mil panelas por mês. Apesar de ser uma atividade tradicionalmente feminina, alguns homens já trabalham. Segundo Lucilina, são filhos de paneleiras que iam com suas mães no galpão "e pegaram amor" pelo ofício. Um deles é seu sobrinho. Na verdade, todo mundo por ali é aparentado, porque a maioria é descendente dos índios da região, como Lucilina.
 
 
 Associação das Paneleiras de Goiabeiras
 
Para visitar a Associação das Paneleiras de Goiabeiras, em caso de grupos, deve-se agendar visita pelo telefone (27) 3327-0519.
Endereço: Galpão das Paneleiras. Rua das Palmeiras, 55 - Goiabeiras.
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 8 às 19h.
 
Espero que tenham gostado da primeira parte dessa linda matéria sobre a panela de barro, e na próxima semana, voltarei encerrando com mais curiosidades sobre as paneleiras de Goiabeiras.
Abraços da amiga Janete
 

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