quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vinicius de Moraes

Olá, meus queridos leitores do Cantinho da Literatura.
Hoje, especialmente, estou fazendo uma homenagem a esse grande poeta que, antecedendo o seu centenário, resumindo parte da sua história, com alguns de sus poemas, iniciando com uma carta, que o texto reproduz todo sentimento que um poeta pode expressar com as sinceras palavras de amor e amizade...
Vinicius de Moraes foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha", apelido que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos.
Salve Vinicius de Moraes! Nossa Escola te saúda!
"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos... E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus a um amigo. E entre lágrimas nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"
Vinícius de Moraes.
Enquanto eu digitava esse texto, foi passando um filme pelas lembranças dos meus queridos amigos de tantas fases, de épocas diferentes e da distância que foi aumentando em cada tempo, em cada ano...
Quantas saudades nesse momento; tantas pessoas importantes que guardo numa caixinha muito especial dentro do meu coração. Uma vontade imensa de reencontrar com cada uma delas, de abraçar, jogar conversa fora, olhar nos olhos e agradecer pelos momentos felizes que ficaram como uma rica herança da vida.
Vinícius de Moraes, realmente merece uma homenagem muito especial. Ele sabia definir sentimentos e o significado de uma verdadeira amizade...
Muito emocionante! E com isso, dedico a todos os meus queridos amigos, com toda saudade que sinto de cada um deles, com todo o meu carinho.
Abraços da amiga Janete.

Vinicius de Moraes - 100 Anos de História!
Vinícius de Moraes foi um nome muito importante no meio cultural brasileiro. Diplomata de carreira destacou-se como poeta modernista, mas também como compositor e letrista popular.
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes nasceu em  19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro, onde morre, infelizmente, em 09 de julho de 1980, Rio de Janeiro.
Com apenas 15 anos, quando estava no curso secundário, começa a compor músicas populares.
Em 1933, conclui o curso de direito. No mesmo ano, publica seu primeiro livro, a coletânea de poemas. O Caminho para a Distância (1933). Em 1935, surge: Forma e Exegese.
Em 1938 vai estudar na Inglaterra e lança: Novos Poemas. De volta ao Brasil, ingressa no ministério das relações Exteriores, em 1943. Nesse ano, o livro: Cinco Elegias inaugura uma nova fase em sua poesia.
De um início marcado fortemente pela religiosidade neossimbolista, o lírico Vinicius passa para uma temática mais próxima do amor, do erotismo e das angústias do desejo. Fala mais do cotidiano, de temas sociais, e sua linguagem se torna mais coloquial.
Em 1953 compõe seu primeiro samba. "Quando tu passas por mim", e publica a peça: Orfeu da Conceição, em 1954. Em 1956 conhece o compositor Tom Jobim, sendo que duas de suas composições com Jobim foram: Chega de saudade e Outra vez, gravadas por Elizeth Cardoso no disco: Canção do Amor demais em 1958, com acompanhamento ao violão de João Gilberto. Ambas as músicas se tornam um marco da Bossa nova.
É de Vinicius a letra de Garota de Ipanema, a música brasileira mais conhecida em todo o mundo.
Entre 1955 e 1956, prepara o roteiro do filme: Orfeu Negro, do diretor francês Marcel Camus, que ganha o Oscar 1959 de melhor filme estrangeiro.
No início dos anos 60, compõem com outros músicos como Carlos Lyra, Edu Lobo, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Francis Hime. Com Baden Powell, cria afros sambas famosos como: Canto de Ossanha e Berimbau.
É aposentado do serviço em 1968 pelo regime militar. A partir de 1969, torna-se parceiro do violinista Toquinho, com quem faz shows no Brasil e no exterior até sua morte.
Porém, pode-se dizer que Vinicius de Moraes se imortalizou. Suas obras continuam a serem lidas e admiradas até hoje. Suas composições sempre são cantadas e interpretadas novamente. Quem contribui para a cultura nunca será esquecido.
fonte://clikaki.com.br/vinicius-de-moraes-biografia-resumida/google.
Querem saber mais sobre Vinicius de Moraes? Pesquisem, pois vale muito a pena...

"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."

Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contém o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

"A gente não faz amigos, reconhece-os"

"Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido"

"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia"

"O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado."

"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."

"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."
Vinicius de Moraes
Na próxima semana, será comemorado o centenário desse grande poeta e estaremos juntos com mais uma homenagem a Vinicius de Moraes.





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